domingo, 6 de outubro de 2013

Uma poesia para fazer sorrir o dia!

Tenho você nos meus sonhos

Já ouvi muitas palavras bonitas e palavras cruéis.
Já vi gente sorrindo e gente chorando.
Já senti saudade e já quis ir embora.
Já vi maldade num olhar e verdade num sorriso.
Já fiz tudo que era preciso e já fiquei quieto a esperar.
Já tive muito amigos e já magoei muitos também.
Já carreguei o mundo nas costas e já não me importei com ninguém.
Já trai um amigo e já me apaixonei por uma amiga.

Já vivi de ilusões e já acreditei demais.
Eu até já fui capaz de mentir para sair ganhando
Eu já fui caminhando para um lugar bem longe,
Mas não tive coragem de dar só mais um passo para conquistar alguém.
Já perdi paciência e já fingi possuí-la.
Eu não tenho medo do escuro, mas tenho medo da solidão.
Já subi em cima de um muro para não ter que pôr os pés no chão.
Já vi tudo de ruim no mundo,
Mas não desisti de ter amor no meu coração.

De tudo que já possui na vida
Ainda conservo o amor próprio e a decência
Não valorizo a aparência
Mas já me relacionei só por beleza.
Hoje o que eu tenho certeza
É que pra tudo há uma recompensa

Já quis mais de uma mulher ao mesmo tempo e já fiz tudo por uma só.
Já lutei muito para não conseguir nada,
Já tive certeza de muita coisa, hoje eu sequer suponho.
Eu posso ter o mundo aos meus pés,
Mas eu só tenho você nos meus sonhos.


(Sergio Rubens)

sábado, 5 de outubro de 2013

Questão de gosto?

Imagem da internet


Numa noite dessas quando saía de casa para encontrar uns amigos, passava por um point da cidade onde tinha um daqueles paredões tocando a seguinte canção "é ímpar, é par. Se der ímpar você chupa, se der par você me dá".

Ouvindo isso, olhei para o ambiente no qual essa música tocava e vi um monte de gente por perto cantando e dançando a canção e me lembrei de algumas outras "músicas", como essa que já ouvi tocar por aqui. O tal "chupa que é de uva", "eu boto ou não boto", "quer beber? vamos fazer bebê agora", enfim... É bastante comum canções como essas fazerem sucesso. 

Continuando a minha caminhada ao encontro dos meus amigos, encontrei um deles pelo caminho e em relação à música que tocava ele me disse o seguinte: - Como é que alguém se ocupa a compor uma música dessas? Eu respondi a ele da seguinte forma: - Como é que alguém se ocupa a ouvir uma música dessas!
Ele me respondeu assim: - É fazer o quê né! Isso é questão de gosto.
 
Imagem da internet
Contudo, indaguei o seguinte: será que alguns "gostos", são mesmo questão de gosto ou será falta de conhecer outras opções melhores? Será que se esses mesmos ouvintes que curtem músicas como essas, tivessem uma influência no sistema educacional e até mesmo dos meios de comunicação para conhecer outros estilos musicais com canções de qualidade, não passariam a gostar de algo mais educativo?

Essa é uma pergunta bem difícil de responder, afinal o gosto também é uma questão cultural, não é mesmo?!

Não tenho a intenção de questionar os gostos musicais de ninguém, muito menos criticar quem escuta certas músicas que tocam por aí; mas que tal refletirmos um pouco sobre o que ouvimos, assistimos e lemos? Devemos orientar nossos, filhos, alunos, sobrinhos e amigos para conhecer outros estilos de música com o intuito de prevenir nossas crianças e nossos jovens de ser, no futuro, alguém com muita idade, muito dinheiro, mas com pouca educação. E que o "gosto" deles possa ser um pouco mais positivo, no que diz respeito ao crescimento humano e social de cada um.

Músicas como essa que ouvi nesta noite, vulgarizam a mulher, banalizam o sexo e transformam as relações interpessoais apenas num fator físico. Além disso, canções como essas citadas, incentivam aos jovens ao alcoolismo, ao uso de drogas e ao sexo sem consciência.

Portanto, essa cultura de músicas banais, sem respeito pelo outro e pela juventude, está cada dia mais popular, e nós acabamos aceitando-as por acreditar que é uma questão de gosto. Com isso, essa cultura vai se espalhando e tomando conta da mente da sociedade juvenil.


Por fim, é como um amigo me disse uma vez, gosto não se discute; se lamenta.

(Sergio Rubens)

Tributo a Renato Russo e Legião Urbana



Nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, na casa de cultura de Umarizal acontecerá o tributo a Renato Russo e Legião Urbana, com as Bandas Legião Urbana Cover de Umarizal e Comumraio de Mossoró.

Na data do tributo, se completarão exatamente 17 anos da morte do líder da Legião, Renato Manfredini Júnior (Renato Russo). 

A Legião foi uma banda que encantou um geração, que gritou e protestou contra a política brasileira, que abriu a mente da juventude da época para uma nova sociedade, uma sociedade sem preconceitos, um mundo sem injustiças sociais, sem guerras e claro, Legião, através das letras do nosso lendário Renato Russo, cantou o amor, a compaixão, a liberdade e deu um grito de protesto.

Chegou a hora de contar essa história.

TRIBUTO A RENATO RUSSO E LEGIÃO URBANA.
DATA: 11/10/2013
LOCAL: Casa de Cultura de Umarizal
HORÁRIO: 20hs 
VALOR: Grátis

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

04 de outubro, dia internacional do poeta

Hoje no dia internacional do poeta, não poderia deixar de homenagear todos os poetas desse mundo, em especial os meus companheiros: Joelson de Souto, Jardeu Amorim, Leonardo Alves, Ray Lima, Reginaldo Figueredo, Luzia Luana, Reenan Dantas, Jatão, Eliano Silva, Mac Thiago, Yuri Hícaro, Antônio Francisco e todos aqueles que por ventura eu tenha esquecido.

Que os sentimentos de todos os poetas, possam estar presentes nos corações e nos pensamentos da humanidade. 




O Poeta

O poeta ama o mundo
Nas suas diversidades e complicações
O poeta é um tsunami de emoções.
É o pobre que mora na favela
Anda nos becos e vielas
Faz rima com sol, chuva e trovões.
O poeta se apaixona pela lua
Sua poesia caminha pelas ruas.

O poeta vive no surreal
É um amante irracional
Que anda nas noites escuras
Transformando o que é raro em normal.

O poeta é o bêbado dormindo na calçada,
É o sem teto com frio na madrugada.
O poeta representa a luz do dia
É a revolução em forma de arte,
É o amor em toda parte.
O poeta é o mendigo pedindo esmola
É o menino que junta latinhas numa sacola
É um pedaço de pão a quem tem fome.
O poeta é um cristão sem nome.

O poeta se embriaga de amor
Se apaixona e sente dor
Se não tiver a poesia
Contigo sempre todo dia.

Ele traz transformação
O poeta alimenta o coração.
Sua poesia alivia a dor da saudade
O poeta representa uma amizade.
Em meio à dor e a crueldade
Ele traz alegria em seus poemas
Não gosta de dor nem de dilemas.

O poeta é homem e mulher
Ele é criança e adulto
É bobão e é astuto
É o louco em sâ consciência

O poeta vai ao mais longe
Que o homem chegaria.
O poeta é a pureza feminina
É a mão macia e fina,
Que trabalha todo dia.
É o sinônimo de alegria
E o seu amor se espalha pelo ar...
O poeta é um louco suicida
Que se joga do abismo
Gritando para o mundo que adora voar!


Sergio Rubens

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vamos discutir um pouco sobre a televisão

Encontrei esse artigo que eu já havia publicado em um outro blog quando eu escrevia para o mesmo. 
Reflitam sobre a TV e o que assistimos nela. Boa leitura!

Televisão. Cultura educativa ou atrofiante e apelativa?



Vocês já pensaram na força que a televisão tem? Como ela influencia nossas vidas e nossos hábitos? Ela entra em nossas casas sem pedir licença, toma conta do nosso tempo e da nossa rotina por horas e horas.

A televisão cria e destrói ídolos, elege e derruba políticos, faz apologia a corpos sarados e ao consumismo exagerado, como se só pudéssemos ser felizes com isso. 

Pensem na qualidade dos programas que entram nos nossos lares, reality shows que cultuam a aparência, o dinheiro e a fama de pessoas encolhidas a dedo para serem transformados em heróis ou bandidos, programas sensacionalistas de violência num horário acessível a todas as idades, novelas que apresentam um final feliz para aqueles que estão num bom nível financeiro.

A pergunta é:  A TV que traz entretenimento é a mesma que atrofia? Creio que sim. Não posso dizer que na TV não existam coisas boas, mas a verdade é que o que mais nos chama atenção é exatamente aquilo que não nos traz nenhum conhecimento sensato. Mas a televisão não é a única culpada pelos programas “imbecis”, pelas novelas com pornografia as 19h00min, pelos realities shows que são uma verdadeira agressão à inteligência humana e são repletos de sensacionalismo e incentivo ao consumismo. A TV vive de audiência, só passa o que os telespectadores assistem. Então se há tudo isso na lá, é porque dá audiência. O maior culpado por esse atrofiamento cerebral causado pela televisão são os telespectadores.

Precisamos valorizar aquela programação que deixa coisas nobres, positivas e educativas em nossas mentes e parar de dar audiência para aquilo que não nos traz educação ou desenvolvimento social e humano. Precisamos de programas educativos e não apenas de programas de moda ou culinária, de novelas que tratem mais da vida das pessoas e que não mostrem apenas cenas de sexo ou incentivo ao materialismo sem limites, de programas de humor menos imorais e apelativos, de programas que tratem a criança como um cidadão em desenvolvimento e não como um cliente.

A televisão, historicamente falando, já conquistou diversas vitórias políticas, hoje ela continua alienando o telespectador para seus fins individuais e políticos, assim como usa a religião para seus fins materialistas e mesquinhos.

O que nos resta é reconhecer o que há de bom e de ruim na TV, cabe a nós, sabermos o que devemos ou não assistir, o que devemos ou não permitir que as crianças assistam. Se o povo é quem constrói sua cultura, então que sejamos construtores da cultura televisiva. Cabe a nós mudarmos ou darmos continuidade a ela.

Eduque a TV antes que ela eduque você.

(Sergio Rubens)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Alguns pensamentos em forma de poesia


Contrastes

Há uma enorme diferença
Entre saudade e ausência
Há uma enorme distinção
Entre ódio e maldade
Existem muitos contrastes
Entre amor e obsessão
Existe uma divergência
Entre mentira e falsidade
Entre franqueza e verdade
Há uma desconformidade
Há uma grande discordância
Entre exagero e abundância
Há uma enorme felicidade
Entre mim e você.


Dê amor!

Dê amor!
Mesmo que seja num momento de aflição
Ou então para aliviar um coração, Mas dê amor.
Mesmo que seja para os seus inimigos
Ou para aqueles que não te querem bem...
Dê amor nas horas boas e ruins, até nos momentos mais afins.
Mas não dê em doses homeopáticas, dê em abundância, sem medidas.
Dê amor nas horas insanas, inconsequentes e impensáveis...
Dê amor da forma mais exagerada que puder.
Dê amor pros seus amigos, pra família, pros colegas de escola, de faculdade, de trabalho.
Dê amor para o mundo
Até mesmo para quem não merece.
Sabe por quê?
Porque o amor transforma, renova, universaliza...
Dê amor,
Pois você só irá descobrir a verdadeira dimensão desse sentimento
Se transmiti-lo de verdade para o mundo.
Dê amor e ganhe de volta o mesmo amor.

(Sergio Rubens)

Crônica do perdão


O perdão

Eu sempre me deparei com o perdão na minha vida. Tinha que perdoar um amigo por ter contado o segredo que pedi “pelo amor de Deus” que guardasse, tive que perdoar meu irmão por ter contado para minha mãe quando eu briguei no colégio, assim como os meus vizinhos chatos que ficavam até de madrugada brigando no meio da rua sem me deixar dormir.

É interessante como a gente vive precisando do perdão, mas não gosta de usá-lo. Há um dito popular que diz o seguinte: “Quem perdoa esquece”. Então quer dizer que pra perdoar eu tenho que sofrer um acidente, bater com a cabeça e perder a memória? Talvez não seja bem assim. Mas então, o que seria de verdade o perdão? O Aurélio diz que o perdão é a remição de uma falta ou ofensa. / Fórmula de polidez empregada quando se perturba alguém. Mahatma Gandhi diz que “os fracos nunca podem perdoar”, já a filosofia yoga defende a ideia de que “perdoar é uma grande virtude que abre o caminho da luz. É uma benção tanto para quem recebe como para quem concebe”.

Na verdade o perdão é algo tão grande e nobre que é praticamente impossível de definir. Talvez, cada uma dessas definições mostre um pouco do que é o perdão, mas nenhuma delas pôde me ser tão clara e tão direta como a lição de moral que recebi de minha prima, quando ela tinha uns dez anos ou menos.

Eu tinha dezoito anos, e como a maioria dos jovens que chega à maioridade, eu me achava o homem mais experiente e sábio do mundo.

Eu estava em casa levando aquela lição de moral da minha mãe, depois de uma confusão que eu tinha arrumado com um namorado de uma amiga (juro que era só amiga), ela dizia que eu não deveria guardar mágoas, que não deveria arranjar inimigos, enfim, aquela ladainha que toda mãe faz e que no fim das contas ela tem sempre razão. Foi então que minha prima chegou perto de mim e perguntou. – Porque você não perdoa ele? Eu respondi na bucha. – Porque eu não gosto dele e ele é meu inimigo! Foi então que ela me surpreendeu e me disse o seguinte: - Mas eu assisti no Chaves, que as pessoas boas devem amar seus inimigos, e quem ama perdoa!


Caramba! Foi um tapa certeiro no meio da minha cara. Eu fiquei simplesmente pasmo. Como uma criança de dez anos de idade pôde me dar uma das maiores lições que tive na vida? Talvez a resposta para essa pergunta seja a de que nós adultos, responsáveis, experientes, vividos e metidos, sejamos tão prepotentes que na maioria das vezes não nos deparamos com as coisas simples da vida e esquecemos que um simples seriado de TV ou uma simples criança pode nos ensinar muito mais do que milhares de experiências errantes.

Contudo, posso não saber definir ao certo o que é o perdão, talvez ninguém saiba, mas uma coisa a minha prima me ensinou. Que o perdão é, antes de tudo, um ato de amor com o outro e com você mesmo.

 

(Sergio Rubens)